
Eu, a moderNosa
Como eu havia dito no post anterior, rumo ao 'biquinimerdanenhuma", rumo a pia, fogão e tanque de roupa, ah!! e o ferro de passar também que não sei porque ficou esquecido num canto qualquer.
Crianças chegaram na segundona, deram abracinho, beijinho, e desta vez não comeram o PIOR macarrão que eu já fiz na vida, deram um jeito de fazer mais bagunça do que nunca e ainda disseram que a casa tá ótema e que a faxineira não faz falta, com essa de abracinhos,beijinhos foram me enrolando contaram fofocas, tomaram overdose de PC, trocaram o dia pela noite, me passaram a perna legal e eu de fumiga, pra lá e pra cá feito uma "escravaisaura".

Confesso!! Eles são inteligentes pacas, têm um poder fora do normal para enfeitiçar a minha pessoinha, foram embora e ao invés de alívio ainda sinto saudades, pode??
E eu, a moderninha, a emancipada, aquela que teve a idéia de ser independente e ser a mulher maravilha do quarteirão, que estaria a esta altura dando a volta ao mundo de férias estou aqui, fazendo a lista de compras para uma ceia de Ano Novo no supermercado online. Eu compro, eu pago e depois, eu preparo, sirvo, tudo. Quando foi que a gente combinou que ía carregar o mundo nas costas de salto alto?
Beijão, Bruneka, Ronnie, Jú...Tico, Vinny e Gu já são de casa.
Rumo ao biquíni
Segunda-feira entro de férias. Vou pra bem longe, ficar estirada na areia de uma praia semi-deserta tomando caipirinha, namorando e dormindo depois do almoço—estou sonhando com isso já há alguns meses. Aliás, minhas últimas semanas têm sido motivadas pela benção da chegada desse momento: depois de um ano de trabalho, nada mais justo do que ficar uns dias completamente à toa, tratando a mente e o corpo com a devida calma e leveza. Alimentando a pele com protetor solar 30 e a barriga, com lagosta.
Mas não acho que minhas férias sejam a cura para todas as preocupações que tenho, nem o remédio para minha ansiedade galopante—já aprendi que não adianta terceirizar as neuras e jogar a responsabilidade para o aniquilamento delas no ar marinho ou na visão das montanhas porque, não importa o lugar indicado no meu bilhete de embarque, estarei levando comigo a única bagagem que não dá pra despachar: minha cabeça. E, infelizmente, não instalaram nela um botão de "liga/desliga".
Amo viajar. Sou apaixonada por sentir outros aromas, admirar traços arquitetônicos, assimilar cores, rostos e costumes distintos. É meio mágico pisar pela primeira vez em algum lugar, caminhar sozinha pelas ruas, comer sem precisar de indicação de restaurante e ter o prazer de descobrir sabores e texturas, mesmo nem sempre gostando deles. Sair do próprio quintal é, pra mim, mais essencial do que construir casas imensas e confinar-se nelas (se o dinheiro der pros dois, melhor). Viajar é arejar o cérebro, tirar limo dos neurônios.
Mas nenhum destino tem a cura pra nada, apenas concentra em si a promessa de que, depois de visitá-los, nos tornaremos pessoas melhores. Apenas são panos de fundo diferente para uma vida que precisa ter sentido independente do cenário.
Ai, ai...tudo isso por morrer dinveja de alguém que foi viajar nesse final de semana e não me convidou, sei que ela vai morrer dinveja na semana seguinte, he he he..beijo, Bru. Estamos com saudades já.

COMUNICADO
A coordenação vem, por meio deste post, agradecer aos escassos leitores deste blog pela enorme quantidade de comentários que atolam nossa caixa de mensagens cotidianamente, pelo tempo perdido na preparação destas e pelo incentivo incomparável a produção de nossos textos, sem o qual nós já teríamos desistido de escrever.
Queríamos ainda, com a vossa permissão, abusar um pouco – só um pouquinho mesmo – da vossa caridade: porra, já que você perdeu tempo visitando esta merda deste blog, custa deixar uma mensagem?!?!?!
Nossos sinceros agradecimentos,
Para Sempre e Etér na Mente Corporation ;0)
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